“Não sou pra todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.”

Caio Fernando de Abreu

14 de maio de 2010

[des]pedaços





Chegou
como quem 
não quer nada. 
Silencioso.


Entrou
como quem 
quer apossar.
Invasor.

Ficou
como quem
vai ficar.
Dono.

Mudou
como quem
não vai voltar.
Insensível.

Levou
como quem
não devolverá.
Cruel.

Fiquei só
tentando juntar 
o que sobrou.
Idiota.


[Débora Camargos]

7 Coisas que amigos comentaram:

Elaine Barnes disse...

É assim mesmo amiga! As vezes precisamos de esgotar todas as possibilidades para ver que não dá mais.O saldo positivo é que a consciência nunca nos acusará de não tentar. Ser uma idiota tem seu lucro,ao menos não ficamos mais com dor nas costas de ficar abaixadas juntando cacos pra ver se remenda. Cristal quando quebra...Quanto mais se abaixa,mais a b...a aparece né?!
Adorei os versos. Tudo passa...Montão de bjs e abraços

Chica disse...

Lindo e passaste toda emoção em teu poema. beijos,tudo de bom,chica

Cris. disse...

ah débora, "idiota" não!
muito bom este poema, ao final de cada estrofe, um resumo.


bjos linda, ótimo domingo!

Gaivotadourada22 disse...

... Cora Coralina, Mário Quintana e Charles Chaplin... Ícones que identificam Amor e Poesia no coração!!! Parabéns pelo lindo Blog e belos Poemas...
Um abraço, feliz em conhecer você!

Eduardo Medeiros disse...

Oi débora, tudo bem? Estava meio sumido pois estava sem PC, mas seu blog é um dos meus favoritos e teus poemas são uma beluzura só!

abraços

lis disse...

O amor é assim , as vezes termina em cacos rs
Gostei Débora
deixo abraços

Dalva Maria Ferreira disse...

Super! Parabéns pelo domínio sobre as palavras, retratou direitinho a emoção, como se fosse um hai kai.